O tratamento do câncer avançou muito, e graças a esse avanço, cada vez mais teremos pessoas que sobreviveram ao câncer. Uma estimativa dos Estados Unidos mostra que existam lá 14 milhões de sobreviventes do câncer em 2019.  Ninguém tem dúvida da importância em se prevenir e diagnosticar precocemente o câncer, aumentando consideravelmente as chances de cura. O foco agora tem se voltado a tratar os efeitos colaterais que a terapia do câncer pode apresentar. Alguns desses efeitos colaterais podem atingir o coração, seja causando arritmias, hipertensão ou até mesmo insuficiência cardíaca. Aos efeitos colaterais do tratamento oncológico no coração damos o nome de cardiotoxicidade. A cardiotoxicidade pode acontecer durante o tratamento do câncer ou até mesmo anos após terminado o tratamento. Acompanhar, diagnosticar e tratar os efeitos colaterais do tratamento do câncer no coração é  a jornada em que a cardio-oncologia se propõe a cruzar.  O objetivo da cardio-oncologia consiste em auxiliar o oncologista para proporcionar ao paciente todo o tratamento oncológico em sua plenitude, evitando possíveis interrupções do tratamento devido efeitos colaterais no coração. 

Os pacientes hipertensos, obesos, diabéticos, aqueles com o controle do colesterol inadequado, entre outros exemplos, são os pacientes com maior chance de desenvolverem os efeitos colaterais da terapia do câncer no coração. O segredo é manter todas essas doenças sob controle, seja com tratamento medicamentoso mas também não esquecendo da importância em se manter um hábito de vida saudável com uma dieta adequada e com atividade física regular.  Agende uma avaliação especializada.